Com as grandes festas O circo fantástico, O circo mágico e O circo louco, a francesa Régine revolucionou os carnavais cariocas de 1978 a 1983. E a noite mundial também.
Em dezembro de1975 a francesa Régine Zylberberg (então Chouckron, porque era casada com um certo Roger, de quem só se divorciou em 2002), aportou no Hotel Méridien do Rio de Janeiro com 200 VIPS franceses que deviam apenas trazer consigo uma garrafa magnum de Dom Pérignon permitida pelas leis alfandegárias. Um Kow -how digno da rainha da noite parisiense para inaugurar sua primeira boate Régine's fora da França. O herdeiro Fred Chandon resolveu custear todas as garrafas. O imediato sucesso da boate foi tão grande, e o produto tão bem aceito, que ela própria abriu outros 17 luxuosos clubes privés espalhados em vários países, incluindo os históricos clubes de São Paulo (em parceria com Naji Nahas) e Salvador, também no Méridien.
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| São Paulo, 1981, Régine e Hebe Camargo. Duas lendas, Hebe não gostava muito desta foto. Atrás Lélio Ravagnani. |
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| Régine's Paris 1975 .Reencontro de Roger Vadim que descobriu Brigitte bardot. Esta noite foi noticiada em todo planeta na época. |
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| A mais bela de todas, úrsula Andress , NYC 1978 |
Fascinada particularmente pelo carnaval, Régine não tinha como organizar uma festa onde coubessem todos os foliões que ficaram do lado de fora do clube da Avenida Atlântica em 1977. Foi quando uma idéia brilhante lhe veio à cabeça: alugar o Canecão, logo ao lado, onde caberiam mais de 2 mil convidados. Os VIPS ganhavam os convites, e os mortais compravam ingresso a preços altos, característica, aliás, de todo império Régine's, que também tem o trunfo de ter cobrado a coca-cola mais cara do Brasil em todos os tempos, noblesse oblige!
Estava assim inaugurada uma nova era do carnaval VIP carioca, com ainda mais glamour do que os bailes dos hotéis Sheraton, Intercontinental ou até mesmo Copacabana Palace, que já eram ótimos.
Em 1975, como o melhor exemplo, vieram Raquel Welch, Jacqueline Bisset, Marisa Berenson , numa só revoada. Em 1974, a ex-princesa Soraya, Eddie Barclay. Mas as festas de Régine tinham um tempero a mais: a presença do lê tout São Paulo e os miliadários da rota do jet-set europeu que seguiam Régine por onde ela andasse. A onipresente revista Manchete de Adolfo Bloch, seu grande e íntimo amigo, lhe garantia uma mídia maior do que qualquer outra festa. O Brasil era então uma Meca para o Business da noite!
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| Régine's Monte Carlo, badaladíssimo em 1980. Com Andy Warholl. |
Em 1975, como o melhor exemplo, vieram Raquel Welch, Jacqueline Bisset, Marisa Berenson , numa só revoada. Em 1974, a ex-princesa Soraya, Eddie Barclay. Mas as festas de Régine tinham um tempero a mais: a presença do lê tout São Paulo e os miliadários da rota do jet-set europeu que seguiam Régine por onde ela andasse. A onipresente revista Manchete de Adolfo Bloch, seu grande e íntimo amigo, lhe garantia uma mídia maior do que qualquer outra festa. O Brasil era então uma Meca para o Business da noite!
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| Paris 1978 com Omar Sharif |
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| CD Duets de 2007. Com a grande cantora Maurane. |
"O carnaval é para mim até hoje a coisa mais mágica, a mais fabulosa que vi em toda minha vida", recorda hoje Régine aos muito bem conservados 85 anos. "Eu chegava carregada num trono por anõezinhos vestidos com boás e sainhas de balé precedidos por mulatas nuas com o corpo pintado com mil cores. O transe dos anões e das mulatas me enebriava. Elas eram levadas pelo som da batucada e dos tamborins e seus corpos ondulavam como os de animais da selva amazônica", emociona-se hoje Régine, que enumera as celebridades que recebeu pessoalmente me suas edições do circo: "Tom Jones, Al Pacino, Robert de Niro, Elton John, Dionne Warwick e até o Príncipe Charles. Mas eu queria sempre fugir para o Gala Gay, onde as únicas mulheres aceitas eram eu e Liza Minelli, que usávamos o banheiro masculino para retocar a maquiagem. Estava sempre vazio. Depois trouxe Alain Delon e sua Mireille Darc, Ursula Andress, Florinda Bolkan, que não conhecia com toda a malícia e até Jane Birkin para o meu Circo...", pondera hoje Régine.
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| Paris 1968: Brigitte Bardot e Christian kalt, Régine e Omar Sharif |
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| Régine e Naji Nahas, seu sócio paulista. Festa de aniversário da Boate paulistana e o vestido verde tão criticado na época (Guy Larroche). |
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| Baby Garroux, colunista hoje blogueira, Osmar Santos, o notório Garotinho do esporte e Nice Rossi, a ex esposa de Roberto Carlos. 1982, aniversário da lenda Baby. |
Os personagens brasileiros eram os "grupos de base", como eram catalogados por Régine. "As festas de Régine, foram os grandes momentos de glória do carnaval carioca chique, de elite" , recorda-se a cantora Eliana Pittman, que foi a todos. "depois da folia, alguns happy few iam amanhecer na boate. Aconteciam paqueras incríveis, homens maravihosos, armadores gregos poderosíssimos, um escândalo na society" , romanceia La Pittman, que aliás é a atração do baile Gala do Copa em 2005. E lembra de uma de suas melhores histórias: "minha mãe Ofélia e eu fomos ao Circo fantástico e ela foi ao Régine's sozinha as cinco da manhã; eu fugi com um namorado. Quando chego em casa encontro a Dona Ofélia, dormindo na sala, vestida, maquiada e ainda cheia de jóias. O Helinho, door- man do Régine's, chiquérrimo, galanteador, que conhecia toda a alta sociedade de A a Z, mandou levar a mamãe até dentro do apartamento. Só nos "anos Régine's" isso poderia ter acontecido em pleno carnaval do Rio", diverte-se.
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| Nova iorque 1979 em noite de glória com Anthony Quinn e Pelé, grandes amigos pessoais. |
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| São Paulo 1981, Omar Sharif na noite de inauguração com as socialites e mitos Cosete Alves e Eleonora Rosset. |
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| Omar Sharif, grande amigo de sempre, aqui em São Paulo 1982. Era um dos VIPs oficiais de todas as festas dos Régine's Club ao redor do mundo. |
Outra estrela que não perdia um Circo era a cantora mangueirence Rosemary: "minhas fotos com Pelé, Xuxa no início da carreira, o pintor Alberi, recentemente falecido, deram a volta ao mundo. Era um luxo verdadeiro e autêntico pertencer ao universo de Régine's; você, depois encontrava a mesma turma no clube em Nova Iorque e Mônaco. E se eu disse "não" a Alain Delon, que conheci na casa de Roberto Marinho e depois de dois dias revi no Régine's, era porque ele estava com a esposa e eu respeitei isso", orgulha-se a sempre linda e loura Rosemary.
Já Tereza Sodré, vizinha na Collins Avenue, Miami nos anos 90 de Régine e então habitué dos clubs de Régine no mundo todo (era casada com o então ídolo do futebol Carlos Alberto, cujos aniversários eram lá... em NYC) lembra com riqueza de detalhes a fervidíssima época e os anos 70 e 80: "não dá para explicar hoje à moçada o que foi aquilo,uma festa mais boxixada que a outra, eu de Pierrô Sexy no Circo Mágico e se eu contar que a Olívia Newton John ficou minha amiga íntima " de bater na cara", que eu falei para ela que o Xanadu era o máximo, para não ligar para a crítica ruim da época, para casar com o Matt Latanzi, vão dizer que sou mentirosa, exagerada" , gargalha a simpática atriz, hoje multimídia que trabalha com cinema e produção. "Foi a Terezinha que me levou a primeira vez no Régine's de Nova Iorque" , comprova Rubens Ewald Filho, o maior colunista e comentarista de cinema do país.
Nas festas corria muita bebida, ("uma coisa impressionante, desmesurada", alfineta) o lança perfume era liberado, a paquera existia e era discreta para os dias de hoje. Depois do Circo os 400 escolhidos (Os tais grupos de base) já sabiam que seu nome estava reservado com Lauretta, a negra da Martinica, ou com a amável e elegante Madame Cartier, as hostess do Régine's e musas da noite carioca destes anos loucos.
O epílogo foi menos feérico: "quando tudo era na rua, o clima era autêntico e magnífico; todos sambavam, desfilavam e cantavam. Com a chegada do sambódromo o carnaval ficou muito formal, algo do encanto se quebrou para sempre. Eu mesma tinha que circular pelo sambódromo com crachá de jornalista" , sentencia Régine. Junte-se a isso os problemas com a inauguração do Régine's São Paulo (o mais caro - e bonito - de todos, em 1981) e o insucesso da reabertura do Régine's do Rio em 1984 ( o reinado da noite carioca já era de Ricardo Amaral e seu Hipoppotamus). Ela abandonou o Brasil nesta época, com mágoas imensas, principalmente no quesito relações com a imprensa. Mas sua lenda perdura viva até hoje para toda uma geração que aconteceu, dançou, comemorou, noivou, casou, aniversariou os Clubes Régine's do Rio, São Paulo e Bahia...Ou então enlouqueceu nas festas do Circo Fantástico.
Os anos se passaram, ela se ocupou do célebre Clube de Nova Iorque na Park Avenue aberto em 06 de maio de 1976 que era o mais rentável de todos (só fechou em 1990). Fez festas retumbantes em Mônaco, ainda reinou e lançou modas em Paris, filmou, fez shows de las Vegas ao l'Olympia, cantou novos sucessos. E tentou até reinaugurar o clube em Nova Iorque (Regie, um fracasso absoluto, segundo relatos de César Giobbi em sua coluna Persona, e as visitas de Hilde Makosud, Ada de Maurier e Adelina Silveira em 1999). Por dois anos foi dona do mítico restaurante Ledoyen. Mas perdeu quase tudo de sua fortuna pessoal com a compra da mega boate GLS Le Palace, que ficou 3 meses fechada numa confusa história policial. Não tive culpa de nada, fui uma grande vítima, jura Régine, que se exilou na Califórnia e Flórida nos últimos anos, sem larde, discretamente. Mas ela voltou a sorrir e cantar em Paris: esta semana seu empresário Olivier Gluzman (o mesmo de Jane Birkin) procura um patrocinador em terra brasileira porque Régine não agüenta mais de saudades e de tantos amigos que deixou por aqui abruptamente naquele fatídico carnaval de 1984, sem maiores explicações. Sim, La Régine voltou aos holofotes, escreveu suas memórias, mantém só o nome nos clubes Régine's de Paris e Miami, que não são seus, efetivamente. Mas nunca parou de cantar, lindas canções, desde os anos 60. A novidade é um comovente CD, Paname. Shows ao vivo e apresentações no Follie Bergère e no Maxim's de Pierre Cardin, foram suas últimas vitórias recentes, quando foi aclamada pela critica francesa como A última diva do music- hall.
Será Régine no futuro eterna como os diamantes?
Por Ovadia Z. Saadia Especial para Flash
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Atualização junho de 2017
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